10.7.07

Diariamente

Visitas essa semana em casa, e muito trabalho em andamento. Tudo o que eu mais queria era chutar tudo pro alto e ficar passeando com eles a semana toda.

Projetos indo a todo vapor, e graças ao SketchUp o processo tem sido cada vez mais rápido e prático. O impacto de poder visualizar o resultado do projeto em 3 dimensões - incluindo a possibilidade de caminhar por entre os cômodos - faz com que o cliente entenda muito claramente o que está sendo proposto ali, facilita o levantamento de pontos falhos e de eventuais problemas de concepção, principalmente em projetos com vários níveis.

No entanto, tanto 3D assim tá fazendo minha máquina reclamar do fígado, e já há algum tempo tenho procurado expandir a memória RAM do meu imac. Começa o drama!

Pra começar, imacs usam memória de 200 pinos - também conhecida como "memória para notebook". Quem já viu o tamanho da máquina entende que pra caber tudo ali, com certeza as peças tem mesmo de ser menores. Memória de notebook é mais cara que a "memória de desktop" de 240 pinos, mas graça aos japoneses (pela miniaturização) e aos chineses (pela produção em massa barata inescrupulosa, e pela invenção do macarrão), essa diferença de preços não é mais tão gritante como era há 5 anos atrás, e memória RAM é algo bem acessível nos dias de hoje. Para me chatear só mais um pouco, o barramento (velocidade) da minha memória é de 667mHz, sendo que o padrão convencional (aquilo que você encontra até na padaria) é de 533mHz.

As lojas daqui não tem esse tipo de produto, não sei exatamente por qual motivo, então me resta apelar para os meios padrão e procurar no camelódromo local, onde prontamente encontrei o produto. Na verdade, as lojas daqui DIZEM que tem esse tipo de memória, mas está sempre em falta.

Daí entra em cena a usual falta de profissionalismo local, que eu carinhosamente chamo de "patetagem manezinha".

Vou até a loja, e pergunto pelo produto. O atendente diz que tinha mas acabou, e que ia receber na outra semana. Na outra semana passo na loja, e ele diz que recebeu mas ainda não testou, e por causa disso não sabe ainda nem que tipo de memória é - é como se ele vendesse carros mas não soubesse a marca e modelo antes de dar uma volta no pátio. Diz que no dia seguinte, por volta da hora do almoço, poderá me dar resposta. No dia seguinte quem me atende é uma moça, que me diz prontamente que eles não receberam ainda o produto, e não tem previsão para o recebimento. Na semana seguinte passo lá de novo, e a moça me diz a mesma coisa... mas o moço ao lado (o que não tinha testado a memória ainda) diz que chegou, pega em uma gaveta um monte de memórias embaralhadas e pede pra ela ver se tem alguma ali. Final da história, vou até o camelódromo e encomendo a porcaria, devo buscar até o final da semana, lacrada na embalagem do fabricante.

Isso é padrão por aqui. As pessoas em geral não sabem como lidar com consumidor, muito menos com comércio de produtos específicos, como eletrônicos. Na real, o comércio aqui ainda fecha as 18h e não abre sábado depois do almoço. Talvez seja neura de paulistano, mas pra quem trabalha o dia inteiro, fazer compras só é possível depois desses horarios.

Julho vai ser um mês bizarro. Projetos para detalhar e alguns cursos aparecendo...

Sem falar na contagem regressiva para agosto: férias em São Paulo, com casamentos, treinamentos e Achiropita!

Queria poder dormir e só acordar em3 semanas.

2.7.07

"... in the end, we're a band of brothers."

Depois de algumas semanas massacrantes de trabalho ininterrupto, com projetos, escritório, alunos e seus tcc's, finalmente pude aproveitar um pouco um final de semana. Tudo bem que nem foi o final de semana inteiro, já que no sábado tive reunião com cliente e modelagem de um terreno para uma aluna, e domingo fiquei desenvolvendo o projeto para o cliente de sábado - o que importa é que quebrei a rotina de "acorda, computador, almoça (em frente ao computador), dorme - e tudo de novo no dia seguinte".

Na sexta a noite fui comer sushi. Precisava de algo pra exorcisar o trabalho e nada como arroz e algas para renovar as forças de um homem. Como o sushi foi muito bom, tive de compensar fazendo algo bem ruim, e acabei gastando meu parco dinheiro suado assistindo "o quarteto fantástico 2" (sério, como é que fazem um filme tão ruim???).

Sábado foi dia de trabalho de novo, e logo cedo fomos eu e a Babs (minha sócia trainee) conversar com um cliente sobre uma casa na Serrinha. Foi uma conversa bem proveitosa, e acho que até quarta já terei uma proposta de projeto boa para eles. Mas o bom de sábado veio à tarde, quando rumamos para o Rio Vermelho para uma boa e velha partida de paintball...

Sério, quantos anos eu não jogava aquilo - 10, 15 anos?? Eu cheguei a ter um time de paintball quando tava no colégio, e jogava quase toda semana. Para a minha sorte, eu ainda era o mais experiente do grupo, e pintei todo mundo do time adversário, sem muita dó ou piedade. E ainda fiquei feliz em ver que todas aquelas horas jogando "Medal of Honor" ou "Call of Duty" me serviram para ter visão estratégica para esse tipo de coisa, e cheguei em casa sem nenhum roxo sequer... no entanto, as doses de adrenalina extra me renderam dores absurdas nas pernas, que se recusam a não doer quando me movo.

O resto do final de semana foi beeem tranquilo, com muito filminho, pizza e Babs... uma pequena perspectiva de como a vida pode sim valer a pena.

Ah, recomendo a todos o filme "Ratatouille"... a melhor coisa a sair nos cinemas em muuuuito tempo!